Percepção 63 – Amanhecer no mês de abril

Tenho registrado o amanhecer visto da minha varanda há várias semanas, às vezes antes e às vezes depois da meditação matinal. O horário das fotos varia, portanto, entre seis e oito horas da manhã. Registro o céu nos quadrantes sudeste, sul e sudoeste e às vezes monto fotos panoramicas dessa paisagem mutante.

Encerrado o mês de abril, fiz um pequeno vídeo, com as imagens do setor sudeste, mais próximo de onde o sol nasce, o que não posso avistar diretamente do meu observatório da varanda. Vejo apenas o sol refletido nas nuvens, na fachada de alguns edifícios e iluminando as árvores e o jardimda pracinha.

Compartilho com os amigos minha primeira experiência brincando com alguns recursos de criação e edição de vídeo, a partir de fotografias. Espero que apreciem.

Eduardo Leal
Vídeo de Eduardo Leal
Trilha sonora: O Healing Water com Marc Allen

Percepção 7 – Tarde de 13/03/2013

O barulho de chuva leve, mas persistente, me fez dar uma conferida no prognóstico do tempo, ao vivo e a cores, na varanda. Depois de uma tarde típica de verão, nuvens se aproximaram do quadrante sudoeste, trazendo uma chuva rápida e uma boa redução de temperatura, que passou de 36C para 29C.

Em boa hora, pois pude assistir a um por do sol espetacular, que quase passou despercebido, envolvido que estava no trabalho, no monitoramento das notícias sobre a escolha do novo Papa, e na expectativa de atender a uma cliente, pela Internet, no início da noite.

Enquanto ainda pensava nos desafios que o novo Pontífice da Igreja Católica – Francisco I – terá de enfrentar, o céu foi ficando tingido de vários tons de laranja…

Antes de fazer uma meditação rápida, de apenas quinze minutos, revi o conteúdo de um post, do mês passado, da ultima chuva ao cair da tarde que presenciei. Naquela ocasião, lancei no mar da Internet a Garrafa 363:

chuva caindo,
de amores me caio,
a tarde também…

Eduardo Leal
Fotos de Eduardo Leal

Chuva leve e por do sol

Céu alaranjado

Percepção 5 – Manhã de 13/03/2013

O dia amanhece com bastante nebulosidade, depois de outra noite abafada, com quase nenhuma brisa. Temperatura de 26,8C, às seis e dezesseis da manhã. O sol aparece, refletido na cerâmica da fachada de um edifício… E no céu matinal, apenas um azul ainda pálido.

Pouco movimento da passarada, neste início de manhã. Meu amigo bem-te-vi não deu as caras. Só ouvi o seu canto, distante, em algum telhado da vizinhança. Percebi, depois, que um gato rondava a pracinha, com instinto caçador, atrás de qualquer coisa que se movesse sobre a grama.

Enquanto isso, nuvens de algodão, de doces lembranças, mudaram de forma diversas vezes no período de uma hora… Aves em formação cruzaram o céu em várias direções… Para onde irão?

Durante a meditação da manhã, usei como mantra a poesia delicada de Paulo Leminsky, que postei em outro Blog, em fevereiro de 2006, na Garrafa 6:

nuvens brancas
passam
em brancas nuvens

Na releitura de “Zen no trabalho“, de Les Kaye, minha atenção foi despertada por algumas palavras do Preâmbulo: “O objetivo do Zen não é conceber e implantar mudanças nas circunstâncias da vida.” Nas nuvens que passam, fora de nosso controle, pensei comigo mesmo… “É avançar até um ponto em que se pode encarar criativamente cada circunstância, seja qual for.”

Com essa inspiração e intenção para minhas atividades do dia de hoje, fiz uma pausa para um breve haicai:

sejam quais forem,
as minhas circunstâncias,
Ser criativo!

Eduardo Leal
Fotos de Eduardo Leal

Registro de temperatura

Sol na fachada

Instinto felino

Aves em formação