Percepção 59 – Manhã de 29/04/2013

O dia amanheceu parcialmente nublado e com as ruas e calçadas sequinhas. Nuvens de altitude podiam ser avistadas movendo-se lentamente, algodão doce permitindo a visão de grandes trechos de céu azul claro. Uma leve brisa era percebida pelo movimento sutil na folhagem das árvores da pracinha. Temperatura de 23,0C, às sete e vinte nove dessa quadragésima primeira manhã de outono.

algodão doce
nuvem branca que passa
me lembra você

A passarada, como sempre acontece quando não está chovendo, fez grande algazarra desde as primeiras horas de claridade. Diversos cantos e trinados vindos das copas das árvores e dos telhados da vizinhança em todas as direções. Bandos de aves aquáticas cruzaram o céu e o canto do bem-te-vi, sempre o primeiro, foi ouvido da antena de TV.

As flores da azaleia, que explodiram em beleza e vitalidade nas últimas semanas, se despedem sem alarde. Vida breve, colorida e delicada que se transforma, perde a cor, murcha, se desprende e vira adubo para a própria planta no vaso, para contribuir para o surgimento de nova florada, no seu devido tempo. Quero aprender a viver, envelhecer e morrer assim…

Na meditação de hoje, de olhos abertos, olhar suave na paisagem mutante, vista através dos vidros da varanda. Depois disso, durante o período de contemplação e reflexões, apreciando o fim de uma florada da azaleia, a inspiração para um breve haicai:

murcha, perde cor,
vida breve da flor… ah!
sem nenhuma dor!

Eduardo Leal
Fotos de Eduardo Leal

Registro de temperatura

Rua e calçadas sequinhas

Panoramica

Bem-te-vi na TV

Fim da florada da azaleia

Percepção 33 – Manhã de 07/04/2013

O dia amanheceu parcialmente nublado e com as ruas e calçadas sequinhas. A paisagem foi mudando aos poucos nas primeiras horas de claridade. Inicialmente céu carregado em todos os quadrantes, mas o vento fraco de sudoeste foi espalhando as nuvens progressivamente trazendo trechos de céu azul. Temperatura de 25,6C, às seis e vinte e nove dessa décima nona manhã de outono.

A passarada esteve muito animada trazendo seus vários cantos e trinados aos primeiros raios de sol, aqui e acolá, por entre as folhagens e nos telhados da vizinhança. Meu amigo bem-te-vi foi clicado nas folhas do coqueiro. Muitos de seus amigos o acompanharam e fizeram grande algazarra na antena de TV. Eram mais de seis indivíduos e esvoaçaram por todas as árvores da pracinha. A rolinha assistiu a tudo de seu observatório na luminária, que é onde a cambaxirra também faz abrigo.

Uma moradora leu seu jornal no banco da pracinha, enquanto seu cão procurava chamar sua atenção… Ele explorou cada árvore e arbusto do jardim e correu atrás de rolinhas que se aventuraram passeando na grama, em busca de pequenos insetos.

Na meditação de hoje, de olhos abertos, olhar suave na paisagem mutante, vista através dos vidros da varanda. Depois disso, durante o período de contemplação e reflexões, observando a dona e seu cão, inspiração para um breve haicai:

um olho no cão
e outro no jornal, na
manhã de outono.

Eduardo Leal
Fotos de Eduardo Leal

Registro de temperatura

Rua e calçadas sequinhas

Quadrante sudeste

Ao sul do céu

Quadrante sudoeste

Trechos de cáu azul a sudoeste

Trechos de céu azul ao sul

Bem-te-vi no coqueiro

Bem-te-vis na TV

Rolinha na luminária

Um olho no cão e outro no jornal

Percepção 32 – Manhã de 06/04/2013

O dia amanheceu parcialmente nublado e com as ruas e calçadas molhadas. Algumas poças d´água persistiam apesar da chuva ter parado há muito tempo, durante a madrugada. A paisagem mudou várias vezes nas primeiras horas de claridade. Inicialmente nebulosidade moderada nos quadrantes sudeste e sul e nuvens mais carregadas no quadrante sudoeste. Mas o vento forte de sudoeste foi limpando o céu progressivamente e as nuvens cinzentas foram substituídas por nuvens cor de rosa e brancas, de todos os tipos e em vários níveis de altitude. Temperatura de 25,6C, às cinco e cinquenta e cinco dessa décima oitava manhã de outono.

A passarada esteve muito animada trazendo seus vários cantos e trinados aos primeiros raios de sol, aqui e acolá, por entre as folhagens e nos telhados da vizinhança. Meu amigo bem-te-vi se aproximou bastante e foi clicado no galho mais alto da amendoeira. Azulões e cambaxirras disputaram espaço e se alternaram nas folhagens do coqueiro.

Um cão e seu dono fizeram brincadeiras com uma bolinha, que era lançada e alegremente trazida de volta, recuperada do meio das folhagens da pracinha. Tanto um quanto o outro aproveitaram a manhã para dedicar toda a atenção que podiam um ao outro e àquela atividade.

Na meditação de hoje, de olhos abertos, olhar suave na paisagem mutante, vista através dos vidros da varanda. Depois disso, durante o período de contemplação e reflexões com a leitura de “Zen no trabalho”, alguns parágrafos chamaram minha atenção: “Quando tratamos alguém com indiferença, achamos que já sabemos tudo o que temos de saber sobre ele, que não há nada novo, que não é mais necessário lhe dar muita atenção… Começamos a tratar as coisas e pessoas com indiferença quando nós mesmos nos tratamos com indiferença.”

Inspiração para um breve haicai:

indiferença…
morremos por dentro… ah!
nada de novo…

Eduardo Leal
Fotos de Eduardo Leal

Registro de temperatura

Rua  e calçadas molhadas

Quadrante sudeste 1

Quadrante sudeste 2

Quadrante sudeste 3

Ao sul do céu 1

Ao sul do céu 2

Ao sul do céu 3

Ao sul do céu 4

Quadrante sudoeste 1

Quadrante sudoeste 2

Quadrante sudoeste 3

Quadrante sudoeste 4

Nuvens de altitude 1

Nuvens de altitude 2

Bem-te-vi na amendoeira 1

Bem-te-vi na amendoeira 2

Cadê a bolinha?

Percepção 31 – Manhã de 05/04/2013

O dia amanheceu nublado e com as ruas e calçadas sequinhas. A paisagem era a mesma tanto no quadrante sudeste quanto no sudoeste, passando pelo sul. Céu encoberto em todo o horizonte, e vento fraco do quadrante sudoeste. Temperatura de 25,5C, às seis e nove dessa décima sétima manhã de outono.

A passarada deu sinal com vários cantos e trinados, aqui e acolá, por entre as folhagens e nos telhados da vizinhança. Meu amigo bem-te-vi se aproximou bastante e apresentei as minhas boas-vindas ao seu canto estridente. Bom dia! Um gavião enorme foi clicado, quase invisível que estava, com sua camuflagem natural contra as folhas do galho mais alto da mangueira.

Na meditação de hoje, de olhos abertos, olhar suave na paisagem mutante, vista através dos vidros da varanda. Depois disso, durante o período de contemplação e reflexões a inspiração para um breve haicai:

em transformação,
a fonte de tudo… ah!
momento presente!

Eduardo Leal
Fotos de Eduardo Leal

Registro de temperatura

Piso seco

Quadrante sudeste

Ao sul do céu

Quadrante sudoeste

Gavião camuflado

Percepção 30 – Manhã de 04/04/2013

O dia amanheceu parcialmente nublado e com as ruas e calçadas ainda molhadas pelas chuvas que caíram na noite de ontem. Não choveu de madrugada, mas algumas poças d´água ainda persistem. As luzes da pracinha ainda estavam acesas um pouco antes das seis da manhã. A paisagem era a mesma tanto no quadrante sudeste quanto no sudoeste, passando pelo sul. Céu parcialmente encoberto na direção do mar, em todo o horizonte, e vento fraco do quadrante sudoeste. Nuves cor de rosa faziam um belo contraste com o azul do céu. Prenúncio de um dia de bom tempo. Temperatura de 24,5C, às cinco e cinquenta e quatro dessa décima sexta manhã de outono.

Bandos de aves aquáticas e grupos de andorinhas voltaram a cruzar o céu desde as primeiras horas da manhã e os dois ônibus escolares já passaram para buscar suas crianças sonolentas.

A passarada deu as boas vindas aos trechos de céu claro e aos primeiros raios de sol. Vários cantos e trinados, aqui e acolá, por entre as folhagens e nos telhados da vizinhança, com destaque para meu amigo bem-te-vi que foi o primeiro a se manifestar. Apresentei as minhas boas-vindas quando ele pousou em uma antena de TV. Bom dia!

Na meditação de hoje, de olhos abertos, olhar suave na paisagem mutante, vista através dos vidros da varanda. Depois disso, durante o período de contemplação e reflexões com a leitura de “Zen no trabalho”, alguns parágrafos chamaram minha atenção. “A vida deve ser como um rio que jamais se separa da fonte. Se o rio se separa da fonte, não há mais rio, pois a fonte não é uma coisa estática. A fonte é o próprio fluxo. Se um rio ou um lago esquece a sua fonte, fica estagnado e seca.”

Inspiração para um breve haicai:

estado de fluxo
na nascente do rio…
fonte de vida!

Eduardo Leal
Fotos de Eduardo Leal

Registro de temperatura

Rua e calçadas molhadas

Luzes acesas na pracinha

Quadrante sudeste

Ao sul do céu

Quadrante sudoeste

Nuvens cor de rosa

Bem-te-vi na antena

Percepção 26 – Manhã de 31/03/2013

O dia amanheceu com grande nebulosidade e com as ruas e calçadas molhadas. A chuva leve que caiu no final da noite se estendeu pela madrugada. A paisagem era a mesma tanto no quadrante sudeste quanto no sudoeste, passando pelo sul. Céu coberto com um tapete de nuvens que permitia ver trechos de céu azul e vento fraco do quadrante sudoeste. Temperatura de 23,4C, às seis e cinquenta e seis dessa décima segunda manhã de outono.

Apenas uma fragata solitária cruzou o céu nas primeiras horas da manhã. E cerca de duas horas depois o céu estava completamente limpo. Agora sim, pude reconhecer uma típica manhã de outono. E algumas poças d´água ainda persistiam refletindo a folhagem e o céu azul, enquanto um pai de primeira viagem deixou seu carro na garagem e perambulou orgulhosamente com seu carrinho de bebê na sombra da pracinha.

A passarada esteve movimentada neste início de manhã. Vários cantos e trinados, aqui e acolá, por entre as folhagens e nos telhados da vizinhança. Cambaxirras se aproximaram vindo das árvores para o poste da pracinha. Meu amigo bem-te-vi levou seu canto mais para longe. Estava mais para o mal-te-vi…

Na meditação de hoje, de olhos abertos, olhar suave na paisagem mutante, vista através dos vidros da varanda. Depois disso, durante o período de contemplação e reflexões, terá sido o carrinho do bebê? Em um breve lampejo, antecipei a presença dos meus netos que ainda não nasceram e fui invadido por um sentimento de gratidão pelo dom da vida. Estarei por aqui quando eles vierem ao mundo? Inspiração para um breve haicai:

gratidão muda,
pelo dom da vida…
na mente de Buda!

Eduardo Leal
Fotos de Eduardo Leal

Registro de temperatura

Poças d´água na rua

Quadrante sudeste

Ao sul do céu

Quadrante sudoeste

O voo da fragata

Quadrante sudeste

Ao sul do céu

Quadrante sudoeste

Reflexos nas poças d´água

Reflexos do pão de açucar?

Carrinho de bebê

Cambaxirra no poste

Percepção 25 – Manhã de 30/03/2013

O dia amanheceu com grande nebulosidade e com as ruas e calçadas sequinhas. A chuva leve que caiu no final da noite não se estendeu pela madrugada. A paisagem era a mesma tanto no quadrante sudeste quanto no sudoeste, passando pelo sul. Céu coberto com um tapete de nuvens que permitia ver trechos de céu azul e vento fraco do quadrante sudoeste. Temperatura de 23,5C, às seis e quarenta e cinco dessa décima primeira manhã de outono.

Apenas cerca de uma hora depois é que os primeiros raios de sol iluminaram as copas das árvores e a grama da pracinha, surgindo por trás da Pedra da Gávea e dos edifícios da vizinhança. É sempre motivo de alegria testemunhar esse momento e ver o verde das árvores e da grama ganhar vida, diante de nossos olhos.

A passarada esteve movimentada neste início de manhã. Vários cantos e trinados, aqui e acolá, por entre as folhagens e nos telhados da vizinhança. Cambaxirras, sabiás e andorinhas. Meu amigo bem-te-vi chegou cedo e apreciou a paisagem do galho mais alto do pinheiro. Seu canto forte ecoou várias vezes. Iiiiii! Beeeeem-te-viiiii! Apesar da minha forte conexão com essa criaturinha, desde que me mudei pra cá há alguns anos, ultimamente tenho procurado praticar o desapego desse meu amigo e do seu canto que me encanta. Tudo bem quando ele não vem ou não canta. Gosto de pensar que ele já está dentro de mim… E me encanto mesmo assim…

se eu mal-te-vi
sua falta não sinto
estou bem-te-vi

Na meditação de hoje, de olhos abertos, olhar suave na paisagem mutante, vista através dos vidros da varanda. Depois disso, durante o período de contemplação e reflexões, a sensação da brisa suave tocando meu rosto me traz a clara noção de que não se pode continuar tentando agarrar o que simplesmente não se pode ter. Inspiração para um breve haicai:

entre os dedos
não se pode agarrar…
a brisa do mar!

Eduardo Leal
Fotos de Eduardo Leal

Registro de temperatura

Rua e calçadas secas

Quadrante sudeste

Ao sul do céu

Quadrante sudoeste

Sol na copa das árvores

Raios de sol na pracinha

Bem-te-vi no pinheiro

Percepção 24 – Manhã de 29/03/2013

O dia amanheceu novamente completamente nublado e com as ruas e calçadas molhadas. A chuva leve que caiu no final da noite se estendeu pela madrugada. Muitas poças d´água refletiam trechos de céu azul e as folhagens da pracinha. A paisagem era a mesma tanto no quadrante sudeste quanto no sudoeste, passando pelo sul. Céu cinzento e vento fraco do quadrante sudoeste. Temperatura de 22,9C, às seis e cinquenta e cinco dessa décima manhã de outono.

Cerca de uma hora depois, a nebulosidade se dissipou e o céu mostrou trechos de azul profundo, indicando um prognóstico de bom tempo ao longo do dia. Observei atentamente quando os primeiros raios de sol iluminaram as copas das árvores, fazendo a paisagem cinzenta explodir em verde clorofila. Meu coração agradecido pulsou sorridente.

A passarada esteve discreta neste início de manhã. Alguns cantos e trinados, aqui e acolá, por entre as folhagens e nos telhados da vizinhança. Meu amigo bem-te-vi se apresentou mais tarde e trouxe consigo um bando de amigos. Apreciou a paisagem do galho mais alto da mangueira, como costuma fazer quase todos os dias, antes de esvoaçar por sobre o seu território. Seu canto estridente sempre me inspira:

quebra o silêncio
o canto do bem-te-vi
manhã de outono

Vários pássaros caminharam tranquilamente pelo chão da pracinha, ruas e calçadas das redondezas, em busca de pequenos insetos. A rolinha, do seu observatório na luminária, planejou cuidadosamente seus movimentos, antes de alçar novos voos.

Na meditação de hoje, de olhos abertos, olhar suave na paisagem vista através dos vidros da varanda. Depois disso, durante o período de contemplação e reflexões, um cão em particular chamou minha atenção. Parecia estar só, sem seu dono, e perambulou pelas ruas e calçadas molhadas. Seu pelo castanho fazia um belo contraste contra o asfalto, quando visto daqui de cima. Alheio ao calendário e do feriado da Semana Santa, vivia o seu dia de cão… Inspiração para um breve haicai:

são só o que são
sexta-feira da paixão
um dia de cão

Eduardo Leal
Fotos de Eduardo Leal
Vídeo: O canto e o comportamento do bem-te-vi

Registro de temperatura

Ruas e calçadas molhadas

Poças d´água

Reflexos na poça d´água

Quadrante sudeste

Ao sul do céu

Quadrante sudoeste

Nuvens brancas e céu azul

Raios de sol na folhagem

Bem-te-vi na mangueira

Rolinha na luminária.

Em busca de água e comida

Percepção 21 – Manhã de 27/03/2013

O dia amanheceu nublado e com as ruas e calçadas molhadas. A chuva leve que caiu no final da noite se estendeu pela madrugada. A paisagem é a mesma tanto no quadrante sudeste quanto no sudoeste, passando pelo sul. Céu carregado de nuvens e quase nenhuma brisa. Temperatura de 24,4C, às seis e trinta e oito dessa oitava manhã de outono.

A passarada voltou! Cantos e trinados por todos os lados, dos telhados da vizinhança às folhagens das árvores da pracinha. Meu amigo bem-te-vi foi clicado várias vezes nas antenas da vizinhança, na mangueira e no alto do pinheiro. Hoje, até as aves aquáticas romperam o céu e o silêncio. Sons estridentes no voo em formação.

Ninguém na pracinha para observar as orquídeas solitárias, agarradas aos troncos das árvores… Na varanda, uma jovem samambaia aproveita o frescor da manhã, em minha companhia.

Na meditação de hoje, de olhos abertos, olhar suave nos reflexos dos vasos de plantas nos vidros da varanda. Da leitura e reflexões de “Zen no trabalho”, inspiração para um breve haicai:

o meu trabalho,
continuação de algo…
ah! que não tem fim!

Eduardo Leal
Fotos de Eduardo Leal

Registro de temperatura

Ruas e calçadas molhadas

Quadrante sudeste

Ao sul do céu

Quadrante sudoeste

Bem-te-vi no pinheiro

Bem-te-vi na mangueira

Aves aquáticas em formação

Pracinha vazia

Jovem samambaia

Percepção 20 – Manhã de 26/03/2013

O dia amanheceu nublado, mas as ruas e calçadas estavam secas. Sem chuva nessa madrugada. A paisagem é a mesma tanto no quadrante sudeste quanto no sudoeste, passando pelo sul. Céu carregado de nuvens e quase nenhuma brisa. Mas podemos ver pequenos trechos de céu azul por trás da grossa camada de nebulosidade. Temperatura de 24,8C, às seis e quarenta e quatro dessa sétima manhã de outono.

A passarada, a exemplo das últimas manhãs, esteve muito discreta. Cantos e trinados distantes, dos telhados da vizinhança. Ouvi meu amigo bem-te-vi à distância.

Ninguém na pracinha para observar a orquídea solitária, enquanto um pequeno helicóptero cruzou o céu de leste a oeste, provavelmente sobrevoando a orla marítima em direção ao Recreio dos Bandeirantes…

Diversos lápis de cor ao lado da janela do quarto da minha filha esperaram em vão por alguém que os utilizasse para escrever alguma mensagem importante… Uma carta de amor? Um desenho colorido?

Na meditação de hoje, de olhos abertos, olhar suave nos reflexos da varanda no vidro da porta da sala. Nas reflexões da manhã vieram à lembrança os versos de um haicai postado no ano passado, na Garrafa 336, em outro Blog:

flores no jarro,
arrancadas da terra!
saudades do campo…

Eduardo Leal
Fotos de Eduardo Leal

Registro de temperatura

Quadrante sudeste

Ao sul do céu

Quadrante sudoeste

Orquídea solitária

Sobrevoo de helicóptero

Lapis coloridos

Reflexos da varanda