Percepção 60 – Manhã de 30/04/2013

O dia amanheceu sem nenhuma nuvem e com as ruas e calçadas sequinhas. Céu azul claro em todos os quadrantes. Uma leve brisa era percebida pelo movimento sutil na folhagem das árvores da pracinha. Temperatura de 21,8C, às seis e dezoito dessa quadragésima segunda manhã de outono.

A passarada, como sempre acontece quando não está chovendo, fez grande algazarra desde as primeiras horas de claridade. Diversos cantos e trinados vindos das copas das árvores e dos telhados da vizinhança em todas as direções. Bandos de andorinhas e cambaxirras cruzaram o céu desde as primeiras horas da manhã e o canto do bem-te-vi, sempre o primeiro, foi ouvido da antena de TV.

Na meditação de hoje, de olhos abertos, olhar suave na paisagem mutante, vista através dos vidros da varanda. Depois disso, durante o período de contemplação e reflexões, após a leitura de “A lua numa gota de orvalho” com os escritos do mestre Dogen, acessando sensações corporais associadas ao meu permanente desejo por mais liberdade, a inspiração para um breve haicai:

nem se despede
escapando da rede
peixe com sede!

Eduardo Leal
Fotos de Eduardo Leal

Registro de temperatura

Rua e calçadas sequinhas

Panoramica

Bem-te-vi na TV

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Percepção 52 – Manhã de 22/04/2013

O dia amanheceu com o céu encoberto e com as ruas e calçadas ainda molhadas. A chuva leve que caiu durante a madrugada produziu poças d´água que ainda refletiam o céu cinzento e as árvores da pracinha nesse início de manhã. Uma leve brisa podia ser percebida pelo movimento sutil na folhagem das amendoeiras. Temperatura de 21,3C, às seis e dezessete dessa trigésima quarta manhã de outono.

A passarada esteve muito discreta nas primeiras horas de claridade. Só alguns cantos e trinados distantes. O canto do bem-te-vi, sempre o primeiro, foi ouvido ao longe e, depois, no ponto mais alto da mangueira. Apenas as agitadas cambaxirras se aproximaram da varanda. Um gavião sobrevoou a pracinha e as antenas de TV da vizinhança, assustando meus amigos emplumados.

Na meditação de hoje, de olhos abertos, olhar suave na paisagem mutante, vista através dos vidros da varanda. Depois disso, durante o período de contemplação e reflexões, após a leitura de “A Lua numa gota de orvalho” com os escritos do mestre Dogen, buscando a melhor posição do corpo para silenciar a mente, inspiração para um breve haicai:

corpo ereto,
na posição de lótus,
completa mente…

Eduardo Leal
Fotos de Eduardo Leal

Registro de temperatura

Rua e calçadas molhadas

Reflexos na poça d´água

Panoramica

Bem-te-vi na mangueira

Decolagem do gavião

Percepção 51 – Manhã de 21/04/2013

O dia amanheceu com o céu parcialmente encoberto e com as ruas e calçadas molhadas. A chuva leve que caiu durante a madrugada produziu poças d´água que ainda refletiam pequenos trechos de céu azul entre flocos de nuvens brancas e as árvores da pracinha nesse início de manhã. No quadrante sudoeste as nuvens já eram bem mais raras predominando o céu claro. Uma leve brisa podia ser percebida pelo movimento sutil na folhagem das amendoeiras. Temperatura de 22,3C, às seis e quarenta e nove dessa trigésima terceira manhã de outono.

As plantas da varanda e do jardim da pracinha aproveitavam a fresca humidade deixada pelo orvalho da madrugada, preparando-se para enfrentar o aumento de temperatura previsto para o resto do dia. A azaleia, em especial, mostrava orgulhosa sua floração cor de rosa. A vegetação se adapta a cada estação, seja inverno, seja verão…

A passarada esteve muito discreta nas primeiras horas de claridade. Só alguns cantos e trinados distantes. O canto do bem-te-vi, sempre o primeiro, foi ouvido ao longe e apenas as agitadas cambaxirras se aproximaram da varanda. Nenhum clique dos meus amigos emplumados nessa manhã.

Na meditação de hoje, de olhos abertos, olhar suave na paisagem mutante, vista através dos vidros da varanda. Depois disso, durante o período de contemplação e reflexões, após a leitura de “A Lua numa gota de orvalho” com os escritos do mestre Dogen, buscando o melhor ajuste para as mudanças de temperatura ao início da manhã, inspiração para um breve haicai:

quente no inverno,
almofada do Buda,
fresca no verão…

Eduardo Leal
Fotos de Eduardo Leal

Registro de temperatura

Poças d´água

Reflexos nas poças

Close da poça d´água

Setor sulsudoeste

Panoramica

Plantas da varanda

Percepção 49 – Manhã de 20/04/2013

O dia amanheceu com o céu parcialmente encoberto e com as ruas e calçadas molhadas. A chuva forte que caiu durante a madrugada produziu poças d´água que ainda refletiam o céu cinzento e as árvores da pracinha nesse início de manhã. Uma leve brisa podia ser percebida pelo movimento sutil na folhagem das amendoeiras. Temperatura de 21,9C, às seis e cinquenta e oito dessa trigésima segunda manhã de outono.

A passarada esteve muito discreta nas primeiras horas de claridade. Só alguns cantos e trinados distantes. O canto do bem-te-vi, sempre o primeiro, foi ouvido ao longe e apenas as agitadas cambaxirras se aproximaram da varanda. Consegui um clique do bem-te-vi quando ele observou a pracinha do ponto mais alto da mangueira.

Na meditação de hoje, de olhos abertos, olhar suave na paisagem mutante, vista através dos vidros da varanda. Depois disso, durante o período de contemplação e reflexões, após a leitura de “A Lua numa gota de orvalho” com os escritos do mestre Dogen, inspiração para um breve haicai:

não pensar no bem,
em total abandono,
não pensar no mal…

Eduardo Leal
Fotos de Eduardo Leal

Registro de temperatura

Rua e calçadas molhadas

Reflexos na poça d´água

Reflexos na poça

Quadrante sudeste

Setor sulsudeste

Setor sulsudoeste

Quadrante sudoeste

Panoramica

Bem-te-vi na mangueira

Percepção 48 – Manhã de 19/04/2013

O dia amanheceu com o céu parcialmente nublado e com as ruas e calçadas sequinhas. Diversas nuvens em todos os quadrantes permitindo a visão de apenas alguns trechos de céu azul. Vento moderado de sudoeste, temperatura de 22,1C, às seis e vinte e seis dessa trigésima primeira manhã de outono.

A passarada trouxe seus cantos e trinados para perto da varanda e o bem-te-vi marcou presença ao longe. Bandos de andorinhas e cambaxirras alvoroçaram as copas das árvores da pracinha. Nenhum clique dos meus amigos emplumados nesta manhã.

Na meditação de hoje, de olhos abertos, olhar suave na paisagem mutante, vista através dos vidros da varanda. Depois disso, antes de sair de casa bem cedo para concluir um treinamento iniciado ontem, uma Oficina de Comunicação e Desenvolvimento Pessoal, em uma Universidade, no Rio de Janeiro, fiquei pensando em como gostaria que esse encontro se desse, com cada um dos participantes. E lembrei-me das palavras de Jacob Moreno:

“Um encontro de dois: olho no olho, cara a cara.
E quando estiveres próximo, tomarei teus olhos e os porei no lugar dos meus.
E tu tomarás meus olhos, e os porás no lugar dos teus.
E então, te olharei com teus olhos e me olharás com os meus.”

Eduardo Leal
Fotos de Eduardo Leal

Registro de temperatura

Rua e calçadas secas

Quadrante sudeste

Setor sulsudeste

Setor sulsudoeste

Quadrante sudoeste

Trechos de céu azul

Panoramica

Percepção 46 – Manhã de 17/04/2013

O dia amanheceu com o céu azul e com as ruas e calçadas sequinhas. Algumas nuvens brancas nos quadrantes sudeste e sul e céu claro no quadrante sudoeste. Vento moderado de sudoeste, temperatura de 22,6C, às seis e trinta e um dessa vigésima nona manhã de outono.

Bandos de andorinhas e de cambaxirras fizeram grande algazarra no céu nas primeiras horas de claridade e a ressaca no mar podia ser ouvida ao longe, enquanto aves aquáticas rumavam em direção à arrebentação.

A passarada trouxe seus cantos e trinados para perto da varanda e o grito estridente do bem-te-vi, sempre o primeiro, foi ouvido em todos os quadrantes. Cliquei meu amigo emplumado em uma antena de TV, junto com outro companheiro.

Na meditação de hoje, de olhos abertos, olhar suave na paisagem mutante, vista através dos vidros da varanda. Depois disso, durante o período de contemplação e reflexões, o ruído da arrebentação, ao longe, ofereceu inspiração para um breve haicai:

da deusa Gaia
leve indisposição
ressaca na praia

Eduardo Leal
Fotos de Eduardo Leal

Registro de temperatura

Rua e calçadas sequinhas

Quadrante sudeste

Setor sulsudeste

Setor sulsudoeste

Quadrante sudoeste

Panoramica

Bem-te-vis na TV

Percepção 43 – Manhã de 15/04/2013

O dia amanheceu com o céu totalmente encoberto e ainda com as ruas e calçadas molhadas. A chuva forte que caiu em vários momentos durante o dia e noite de ontem produziu poças d´água que ainda refletiam o céu cinzento e as árvores da pracinha nesse início de manhã. Quase nenhuma brisa pela ausência de movimento na folhagem das amendoeiras, enquanto as luminárias ainda permaneciam acesas. Temperatura de 21,8C, às seis e dezesseis dessa vigésima sétima manhã de outono.

Só algumas fragatas cruzavam o céu acinzentado, em pequenos grupos e a baixa altitude, enquanto os dois ônibus escolares recolhiam suas crianças sonolentas e encasacadas.

A passarada esteve muito discreta desde cedo. Só alguns cantos e trinados distantes. Provavelmente preocupadas com questões relacionadas à paz mundial e ao futuro da humanidade, diante da possibilidade de detonação de artefatos nucleares no Oceano “Pacífico”, nenhuma pomba foi avistada nas antenas de TV das redondezas. O canto do bem-te-vi, sempre o primeiro, só foi ouvido ao longe e apenas as agitadas cambaxirras se aproximaram da varanda. Nenhum clique dos meus amigos emplumados nessa manhã.

Na meditação de hoje, de olhos abertos, olhar suave na paisagem mutante, vista através dos vidros da varanda. Depois disso, durante o período de contemplação e reflexões, após a leitura de “A Lua numa gota de orvalho” com os escritos do mestre Dogen, inspiração para um breve haicai:

deixo o passado,
em busca do caminho,
deixo o futuro…

Eduardo Leal
Fotos de Eduardo Leal

Registro de temperatura

Rua  e calçadas molhadas

Rua e calçadas com folhas secas

Poças d´água

Luminária acesa

Quadrante sudeste

Ao sul do céu

Quadrante sudoeste