Percepção 63 – Amanhecer no mês de abril

Tenho registrado o amanhecer visto da minha varanda há várias semanas, às vezes antes e às vezes depois da meditação matinal. O horário das fotos varia, portanto, entre seis e oito horas da manhã. Registro o céu nos quadrantes sudeste, sul e sudoeste e às vezes monto fotos panoramicas dessa paisagem mutante.

Encerrado o mês de abril, fiz um pequeno vídeo, com as imagens do setor sudeste, mais próximo de onde o sol nasce, o que não posso avistar diretamente do meu observatório da varanda. Vejo apenas o sol refletido nas nuvens, na fachada de alguns edifícios e iluminando as árvores e o jardimda pracinha.

Compartilho com os amigos minha primeira experiência brincando com alguns recursos de criação e edição de vídeo, a partir de fotografias. Espero que apreciem.

Eduardo Leal
Vídeo de Eduardo Leal
Trilha sonora: O Healing Water com Marc Allen

Percepção 45 – Anoitecer de 16/04/2013

Depois de um bela tarde de outono, um lindo anoitecer na Barra da Tijuca.

boca da noite
beija com apetite
batom grafite

Eduardo Leal
Foto de Eduardo Leal
Instruções de utilização: Ouvir “750.000 anni fa l´amore” com Banco del Mutuo Soccorso

Panoramica do quadrante sul

Percepção 24 – Manhã de 29/03/2013

O dia amanheceu novamente completamente nublado e com as ruas e calçadas molhadas. A chuva leve que caiu no final da noite se estendeu pela madrugada. Muitas poças d´água refletiam trechos de céu azul e as folhagens da pracinha. A paisagem era a mesma tanto no quadrante sudeste quanto no sudoeste, passando pelo sul. Céu cinzento e vento fraco do quadrante sudoeste. Temperatura de 22,9C, às seis e cinquenta e cinco dessa décima manhã de outono.

Cerca de uma hora depois, a nebulosidade se dissipou e o céu mostrou trechos de azul profundo, indicando um prognóstico de bom tempo ao longo do dia. Observei atentamente quando os primeiros raios de sol iluminaram as copas das árvores, fazendo a paisagem cinzenta explodir em verde clorofila. Meu coração agradecido pulsou sorridente.

A passarada esteve discreta neste início de manhã. Alguns cantos e trinados, aqui e acolá, por entre as folhagens e nos telhados da vizinhança. Meu amigo bem-te-vi se apresentou mais tarde e trouxe consigo um bando de amigos. Apreciou a paisagem do galho mais alto da mangueira, como costuma fazer quase todos os dias, antes de esvoaçar por sobre o seu território. Seu canto estridente sempre me inspira:

quebra o silêncio
o canto do bem-te-vi
manhã de outono

Vários pássaros caminharam tranquilamente pelo chão da pracinha, ruas e calçadas das redondezas, em busca de pequenos insetos. A rolinha, do seu observatório na luminária, planejou cuidadosamente seus movimentos, antes de alçar novos voos.

Na meditação de hoje, de olhos abertos, olhar suave na paisagem vista através dos vidros da varanda. Depois disso, durante o período de contemplação e reflexões, um cão em particular chamou minha atenção. Parecia estar só, sem seu dono, e perambulou pelas ruas e calçadas molhadas. Seu pelo castanho fazia um belo contraste contra o asfalto, quando visto daqui de cima. Alheio ao calendário e do feriado da Semana Santa, vivia o seu dia de cão… Inspiração para um breve haicai:

são só o que são
sexta-feira da paixão
um dia de cão

Eduardo Leal
Fotos de Eduardo Leal
Vídeo: O canto e o comportamento do bem-te-vi

Registro de temperatura

Ruas e calçadas molhadas

Poças d´água

Reflexos na poça d´água

Quadrante sudeste

Ao sul do céu

Quadrante sudoeste

Nuvens brancas e céu azul

Raios de sol na folhagem

Bem-te-vi na mangueira

Rolinha na luminária.

Em busca de água e comida